BRICS
Soberania ou Dependência: O BRICS diante da Guerra Fria Quântica e a Construção de uma Arquitetura Pós-Quântica para o Sul Global
Modelo de simulação: Chefe de Estado
Sobre o Tema
A corrida pelo domínio das tecnologias quânticas não é apenas uma disputa científica: é a próxima grande ruptura na ordem geopolítica mundial. Computadores quânticos suficientemente poderosos serão capazes de quebrar, em segundos, toda a criptografia que protege hoje as comunicações governamentais, o sistema financeiro internacional e a infraestrutura crítica dos Estados. Essa data — batizada de Q-Day — é projetada para ocorrer entre 2030 e 2035, e os Estados Unidos e a China já estão em plena corrida armamentista para chegar lá primeiro .
Em agosto de 2024, os Estados Unidos publicaram os primeiros padrões oficiais de Criptografia Pós-Quântica (PQC) pelo NIST — desenvolvidos de forma unilateral, sem consulta aos países em desenvolvimento. A China e a Rússia respondem com padrões próprios, incompatíveis entre si e com os do Ocidente . Paralelamente, a estratégia Harvest Now, Decrypt Later já está em operação: potências quânticas coletam hoje dados criptografados de governos, bancos e exércitos do Sul Global para descriptografá-los futuramente, quando tiverem o poder computacional necessário . Os países do BRICS enfrentam assim um dilema urgente: aderir a um padrão estrangeiro, desenvolver o próprio ou construir coletivamente uma alternativa soberana.
Foi justamente para enfrentar este dilema que, no 17º Summit BRICS (Rio de Janeiro, julho de 2025), pela primeira vez na história do bloco, tecnologias quânticas foram elevadas à agenda dos chefes de Estado — e o 1º Fórum Quântico BRICS foi incluído no calendário oficial de 2026, sob organização da Rússia . Neste comitê, os representantes dos 20 países do BRICS e de seus parceiros serão convocados a debater a criação de uma arquitetura de cibersegurança pós-quântica coletiva: com padrões próprios, mecanismos de financiamento via Novo Banco de Desenvolvimento e um protocolo de soberania digital para o Sul Global . O destino dessa negociação definirá se o BRICS se torna protagonista ou periférico na nova ordem tecnológica mundial.




Seu papel como Chefe de Estado
Neste comitê, você não representa uma delegação — você representa um país. Como Chefe de Estado ou líder de governo de uma das nações do BRICS, sua missão é defender os interesses estratégicos nacionais numa cúpula onde cada decisão pode determinar se o seu país terá soberania digital nas próximas décadas ou se ficará tecnologicamente dependente de uma das potências quânticas. Você precisará dominar a posição do seu Estado sobre os padrões de criptografia pós-quântica, sobre o risco do Harvest Now, Decrypt Later e sobre o papel que o BRICS pode — ou não — cumprir na construção de uma resposta coletiva.
Ao longo das sessões, você negociará cláusulas de resoluções que podem criar novos órgãos, estabelecer fundos internacionais, definir prazos de migração tecnológica e condenar práticas de espionagem que os próprios membros do bloco praticam entre si. Construir coalizões será tão importante quanto conhecer os documentos técnicos: China e Rússia querem liderar, Índia oscila entre dois mundos, e as nações africanas e latino-americanas exigem acesso real à tecnologia como condição para qualquer acordo. Você precisará de visão política, preparo técnico e habilidade diplomática para transformar um dos debates mais complexos da atualidade numa resolução que o seu país possa assinar com orgulho
Esther Bryce
Founder / Interior designer
Lianne Wilson
Broker
Jaden Smith
Architect
Jessica Kim
Photographer
